Nasci e cresci em São Paulo, num lugar relativamente tranqüilo apesar de nunca ter sido o tipo de criança que saísse muito de casa para brincar. A ladeira bizarra na frente do prédio em que morava também não ajudava a ter vontade de tal. Talvez seja em parte graças a isso que desde criança sempre gostei de desenhar, parte graças aos desenhos que costumava assistir quando alguns animes mais antigos como Sailor Moon, Guerreiras Mágicas de Rayearth e Cavaleiros do Zodíaco e Shurato ainda passavam nas redes de TV.

Me mudei para fora da capital no começo do fundamental, onde estudei numa escola no meio da serra com direito a galinhas da angola no estacionamento. Comecei a praticar mais desenho ao conhecer um pequeno grupo de garotos – cuja amizade por algum motivo sempre achei mais interessante que a das garotas – que também gostavam de animes e mangás, RPG e jogos, e foi com alguns deles que surgiu minha primeira vontade de começar a desenhar uma pequena HQ em conjunto (por mais que eu desenhasse terrivelmente mal na época). Graças a eles que também tomei jeito de entrar em um curso de desenho que, se não fosse grande Augusto e seus estímulos certos, talvez jamais tivesse aprendido a desenhar direito.

Foi nesse mesmo estúdio que comecei a pensar em histórias e quadrinização, além de conhecer pessoas que me fizeram querer melhorar cada vez mais. Aos poucos foi conhecendo também o mercado de quadrinhos nacional, onde conheci o trabalho da Fran, com quem agora divido o portal. Mais ou menos na mesma época, passei a estudar de volta em São Paulo e comecei a cursar junto com o estúdio a Área E na Liberdade. Não fiquei por lá durante muito tempo.

E não demorou até conhecer os BJDs.

O primeiro que veio pra casa foi o Albion. E a partir dele as coisas vieram ladeira a baixo, e há anos que o hobby não desgruda de mim – uma conquista, visto que meus hobbys que deram errado não duraram mais de alguns meses. A parte boa dos BJDs é o fato de eles consumirem todos os fundos que poderiam ir para outros hobbys, vejam. XD

Graças aos dolls, entrei mais em contato com a comunidades virtuais, conheci pessoas muito especiais cujas amizades mantenho até hoje e ainda aprendi muito, não apenas sobre os dolls mas também sobre fotografia, customização e até desenvolvimento de roteiro e personagens. Posso não ser nenhuma especialista nisso, nenhuma grande fotografa e muito menos uma escritora, mas acredito que melhorei desde o dia que entrei no hobby – e não sem ajuda. :3

Desenvolvi meu primeiro roteiro mais ‘sério’, o Gunpowder Réquiem, pouco antes de ser convidada para a moderação do Fórum Resin Heaven. Investi muito na história para ela tomar um rumo satisfatório para mim, e espero poder levar esse projeto até o fim juntamente com o site.

Há alguns anos tive a oportunidade de me transferir da minha faculdade em São Paulo para os Estados Unidos, onde conheci muitas mais oportunidades, facilidades e pessoas que muito me adicionaram. Passei a acreditar realmente que poderia trabalhar com a arte que tanto gostava, conhecendo fotógrafos, desenhistas e outros que não apenas eram reconhecidos, como também conseguiram despertar minha vontade de ir em frente com isso. Com só mais um semestre a minha frente, é hora de começar a pensar por onde começar. XD

Gostaria de dar a coleção de dolls como completa até o meio de 2013... mas esse hobby se mantém em constante mutação. XD



***


Nome: Anna G.
Apelido: Abel
Nascimento: 17 de Fevereiro
Signo: Aquário
Sexo: Feminino

Personalidade: Meio caxias, quieta, um pouco anti-social. Gosto de ficar em casa, fazendo minhas coisas, e de combinar saídas com amigos a longo prazo, nada decidido no mesmo dia. Meio conservadora no que envolve bagunça, programas adolescentes, liberalismo excessivo, coisas que acontecem em festas em geral, permissividade com o que não deveria haver e comunistas de macbook.

Nada vaidosa, bem mais prática do que fútil. Não tenho a menor paciência para me arrumar direito e agradar outros, então prefiro apenas me sentir bem no sentido de conforto. XD Costumo gostar mais de ouvir do que de falar, contanto que o assunto seja algo de meu interesse. E acredite, quem ficou bêbado em festa tal e relacionamentos superficiais não me interessam nem um pouco. Aliás, me acho um pouco critica demais com essa mania pré-adolescente de glorificar a bagunça, a bebida e o ‘ficar’ com pessoas que se acabou de conhecer.

Tirar sarro de alguém que tem dificuldade em começar conversas é o suficiente para me deixar fula. Não agüento vitimização por algo que a pessoa optou fazer por si mesma e muito menos pessoas escandalosas, sejam homens ou mulheres.

Não trato mal quem não me dá motivo e procuro ajudar quem está ao meu alcance, contato que a pessoa não passe a abusar e ver a ajuda como obrigação. Gosto de ajudar meus amigos, gosto de estar com eles, e procuro não ser antipática com ninguém. Tento conhecer a pessoa antes de tirar conclusões, o que me faz criar antipatia por quem tira conclusões de mim sem me conhecer.

Hipocrisia é o que faz uma pessoa cair ao fundo do meu conceito, assim como vontade constante de chamar a atenção. Prefiro me manter discreta, evitando qualquer incomodo desnecessário, e se eu oferecer ajuda, acredite: é porque gosto demais de você.

Com meus amigos, falo mais, me empolgo, rio com facilidade, fico meio retardada e posso grudar. XD Gosto de abraçar, de conversar, de trocar idéias, de aprender coisas novas e interessantes, de dividir o silêncio no mesmo ambiente. :3


Favoritos: Literatura russa e alemã, George R. R. Martin, Alexandre Dumas, livros e filmes sobre Segunda Guerra, Henning Mankell, Heiner Müller, Fjodor Dostojevski. Fotografia em geral, ilustração e desenho, quadrinhos, Estúdio Ghibli, romances originais de Trinity Blood, Black Lagoon, Rozen Maiden original. Walking Dead e Game of Thrones, apesar da diferença dos livros, BBC Sherlock e até mesmo a série de Black Rock Shooter. Poets of the Fall, Kokia, Unheilig, Jupiter Jones, Silbermond, Matenrou Opera, Versailles, Loreena McKennitt e trilhas. Volks, Blue Fairy, Klesis, Freedom Teller. Chocolate, brigadeiro, pão de queijo, pastel, comida japonesa, comida típica brasileira, crepes. Aquele dia não muito quente nem muito frio.



Aprecia: Poucos amigos de verdade, daqueles que não lembram de mim apenas quando precisam de um favor ou por amizade geográfica. Pessoas que respeitam meu espaço, que sabem quando quero ficar tranqüila em casa e não rodeada de estranhos, e que me respeitam como pessoa, minhas vontades e limitações. Ter tempo para trabalhar em minhas próprias coisas e tempo para descansar após algo trabalhoso. Ler, escrever quando a inspiração surge, conseguir começar e acabar um desenho.  Aprender com pessoas que admiro, sentir alguma forma de progresso, a sensação de ter finalizado algo com sucesso. Ver um planejamento dando certo, me sentir confortável com uma pessoa ao conversar ou apenas dividindo o silêncio. Dormir bem e sem ter horário pra acordar, comer o que sinto vontade, restaurantes vazios. Pão de queijo, brigadeiro, fotografia, arte, boas histórias em quadrinhos, bons livros e bons filmes, comida japonesa, comida alemã, aprender sobre culturas, viajar e conhecer lugares novos ou ficar em casa e apreciar as velhas e boas companhias.



Deprecia: Hipocrisia. Amizades por interesse, histeria, futilidade, falsidade. Pessoas que não respeitam minha opções e ficam de cara feia quando não me disponho a ceder pelas vontades delas, por mais que elas mesmas nunca tenham cedido em nada. Pessoas que não respeitam minhas limitações e tratam favores como ‘obrigações de amizade’. Ambientes barulhentos, passar muito tempo vagando por algum lugar, obrigações sociais com quem quer apenas que eu as cumpra e não faz nada para merecê-las. Coisas marcadas em cima da hora, problemas repentinos, falta de planejamento, correria que poderia ser evitada. Pessoas falsas que conquistam a confiança para depois traí-la, que falam mal de pessoas de quem gosto de maneira não-crítica ou que simplesmente falam mal de quem dizem ser amigas. Imaturidade, adolescência tardia, pessoas sem mentalidade crítica que tiram conclusões sem sentido antes de conhecer de verdade uma pessoa ou fato. Provocação explícita, covardia, ignorância e prepotência. E cochichos baixos o suficiente para fingir que não era pra alguém ouvir, mas ainda altos o suficiente para a pessoa ouvir claramente. Faça isso e a decepção está oficialmente instalada para sempre. Mesmo.





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